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Jessica MartinsConsultoria Financeira
Organização financeira5 min de leitura

Como separar o dinheiro pessoal do dinheiro do negócio

Se o dinheiro do cliente cai na mesma conta que paga o supermercado, você não sabe se o negócio dá lucro. Veja como resolver isso sem complicação.

Por Jessica MartinsConsultora Financeira Pessoal e Empresarial

Essa é, de longe, a raiz da maior parte dos problemas financeiros que nós vemos em pequenos negócios. Não é falta de faturamento. É falta de fronteira.

Organização financeira não começa na conta bancária. Começa quando você decide assumir o controle.

Por que isso importa tanto

Quando tudo entra e sai do mesmo lugar, três coisas acontecem ao mesmo tempo:

  • Você não sabe se o negócio é lucrativo, só sabe se sobrou dinheiro no fim do mês, o que é diferente.
  • Você usa dinheiro que já tinha destino (a guia do mês, o pagamento de um fornecedor) sem perceber.
  • Você não consegue se pagar de forma previsível, então nunca sabe quanto realmente ganha.

Passo 1: abra uma conta só para o negócio

Não precisa ser nada sofisticado. Precisa ser separado. Todo dinheiro que vem de cliente entra ali. Toda despesa do negócio sai dali. Essa é a regra inteira.

Passo 2: defina a remuneração pelo seu trabalho

Defina a remuneração pelo seu trabalho na empresa. Um valor fixo que sai da conta do negócio para a sua conta pessoal, em uma data definida.

Comece com um valor conservador, um que o negócio consiga pagar até no mês fraco. Se sobrar mais, ótimo: você decide o que fazer com a sobra de forma consciente, em vez de simplesmente gastar tudo sem perceber.

Passo 3: separe as reservas do negócio

Assim que o dinheiro entra, uma parte já tem dono: a guia mensal, os impostos, os fornecedores. Deixe esse valor separado no momento em que ele entra, não no dia do vencimento.

É uma mudança pequena de ordem, separar antes em vez de depois, e ela resolve sozinha a maior parte dos atrasos.

Passo 4: registre. Todo dia, por dois minutos

Planilha, caderno, aplicativo: o instrumento é o que menos importa. O que importa é a constância. Dois minutos por dia superam três horas no fim do mês, porque no fim do mês você já não lembra.

O que muda depois

Quando a separação existe, você para de tomar decisões no escuro. Consegue responder se vale contratar, se dá para investir, se o preço está certo. E consegue dormir melhor, o que também conta.

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